Letras

Nesta página estão as letras das músicas publicadas em http://www.belucio.com
Leia também as fichas técnicas das gravações e comentários sobre as canções.
Novas músicas, assim que gravadas, serão publicadas aqui.
 
 
PÃO COM MANTEIGA
(Paulinho Belúcio)

A gente luta, se desgasta, vive mal, até fome passa
Deixa uísque, bebe cachaça, arruma grana só na raça
Para comprar um violão que tenha um som doce de mel
E numa folha de papel as melodias para ti
Então preparo a serenata, pra ensaiar um dia se passa
Vou cantar não vejo graça, mais um gole na cachaça

Um dia eu canto, já está lindo e estou à janela indo
No auge da felicidade canto pra toda a cidade
E o melhor de tudo isso, sei que tu estás me ouvindo
E eu aqui já delirando, a janela vai se abrindo
Sim sempre linda, doce e meiga tu me amparas a noite inteira
E assim doce, linda e meiga me serves pão com manteiga

Paulinho Belúcio: voz, violão e bandolim
Márcio Kadá: violão
Rico Belúcio: baixo
Zé Renato Gimenes: flauta transversal
Gravação: Amadeu Soliani
 
Obs. Fiz esta música aos 15 anos, numa época maravilhosa da minha vida, convivendo com tantos outros jovens sonhadores no Colégio Objetivo - Araçatuba, em 1980. Foi apresentada no festival FICO; não ganhou, mas ganhou a boca daqueles jovens. Pra mim, como compositor, a mais emocionante das experiências. Foi gravada também por Mário Tozzi. Esta gravação é de 1999, no primeiro disco da Fábrica da Arte.
MENINO DA AREIA
(Paulinho Belúcio)

Desde menino sou pobre
Mas não nasceu quem me esnobe
Eu não me prendo a migalhas
Meu violão é das águas
Meu coração das sereias
Meus pés devotos da areia

Na casa de Mariazinha
Me cobraram compromisso
Não tenho nada com isso
Meu violão é das águas
Meu coração das sereias
Meus pés devotos da areia

Meu violão é das águas
As canções vão longe e voltam
Ruidosas quebram barreiras
Silenciosas encantam
Meu coração das sereias
Sabe que amar sem fronteiras
É como não ter amarras
Não ter sapatos que prendam
Meus pés devotos da areia

Depois de um bom descarrego
Vou à praia do sossego
Em noite de lua cheia
Meu violão é das águas
Meu coração das sereias
Meus pés devotos da areia

Paulinho Belúcio: voz, violão e baixo
Elvis Dean: percussão
Gravação: Em casa
 
Obs. Fiz esta melodia para uma letra de Tom Zé, concorrendo à 2ª edição do Prêmio Musique, do Portal Estadão. Como minha música não foi a vencedora fiquei com uma melodia sem letra. Fiz então a letra acima. Foi bom, acho que a música tem mais a ver com esta letra. ESTA MÚSICA ESTÁ SENDO APRESENTADA PELA PRIMEIRA VEZ AO VIVO (DUO PAULINHO BELÚCIO E ELVIS DEAN) NO SHOW "ISTO É SAMBA" (Abril 2011), EMBORA SEJA UM BAIÃO! Ouça a versão com a letra do Tom Zé em http://www.youtube.com/watch?v=kYZa6mlzgbU
 
 
ÍNDIA TOTAL
(Paulinho Belúcio)

Tenda, tacape
Índia total
Fatal é flechar você
Tentar o escape do seu pé de rainha, minha sua confusão
De dunas tão enormes, de areia branquinha de paixão
É besteira
Brasileira é a malícia da sua cor de mel

Melar a boca
Nos beijos seus, ah índia, lubrifica a garganta
E eu canto com mais gosto a santa sacanagem do seu eu
Gen moreno, peço a Deus pelo sereno do chorinho seu

Tenda, tacape
Índia total
Fatal é flechar você
Não vai dizer de novo
Que eu sou um bobo por vigiar seu todo
O mundo tá cheio de lobos querendo roubar o meu verão
Sou de paz, mas brasileiro é o ciúme de todo rapaz
Gen moreno, peço a Deus pelo sereno do chorinho seu
Que besteira, brasileira é a malícia da sua cor de mel
Sou de paz, mas brasileiro é o ciúme de todo rapaz
Tentar, verdade, ficar de mal
Pra mim é impossível e fim

Paulinho Belúcio: voz, violão náilon e baixo
Márcio Kadá: teclado
Pepa: bateria
Querô: percussão
Obs. Samba gravado no terceiro disco da Fábrica da Arte. ELVIS DEAN E EU ESTAMOS TOCANDO ESTA MÚSICA NO SHOW "ISTO É SAMBA" (Abril 2011).
 
 
CIDADE NOITE
(Paulinho Belúcio)
 
Em minhas constantes andanças pelas ruas da cidade noite
Tento ver a complexidade e a simplicidade do que é ser forte
Realce do artificial com o tom natural da real madrugada
Não sei se a luz desse poste confunde ou clareia o que possa ser sorte
 
Só sei que as estrelas me dizem caladas o nada, tudo dessa vida
E as constelações, emoções, as mais puras razões pra curar a ferida
As cores do meu Carnaval com o seu alto astral podem ser a verdade
Estrela cadente, nuvem, vela e gente também se chamam felicidade
 
Paulinho Belúcio: voz e violão náilon
Márcio Kadá: violão aço
Raul Belúcio: baixo
Querô: gaita e percussão
Gravação: Helinho Fogolin
 
Obs. Esta música foi feita por volta de 1981. Naquela época Araçatuba era tranquila; com o violão a tiracolo eu voltava da casa de minha primeira parceira musical e amiga, Valéria Haddad. Ao chegar em casa escrevi a letra que me veio à mente durante a caminhada. Não quis inseri-la nos discos da Fábrica porque tinha a referência do arranjo grandiloquente que fizemos quando ganhamos o Festival do Colégio Objetivo em 1982, em Araçatuba, com um grupo maravilhoso de garotos e garotas adolescentes e sonhadores. Recentemente resolvemos inscrevê-la num festival - não foi classificada mas valeu pela gravação (2008 - não está nos discos da Fábrica da Arte). Alterei algumas palavras e fizemos um arranjo bem simples. ATUALMENTE TEM SIDO TOCADA NOS SHOWS DO BANDO ARTEIROS.   
 
 
ÁGUA DO FRUTO
(Rico Belúcio/Paulinho Belúcio)
 
 Olhar é bom demais
As palmas e o céu ao fundo
Do fruto eu vejo a paz
É um vício que eu não mudo
Olhar é bom demais
As palmas e o céu ao fundo
Do fruto eu bebo o mundo
No copo ou no canudo

Seja porque estou amando, seja o tempo não sei quando
Ou que eu perca minha prenda e o doutor nem me atenda
Mesmo que você me deixe, inda que do mar nenhum peixe
Que eu esteja à vontade com a tal felicidade
Ainda que Cristo não salve e o catolé se quebre

Eu derramo em meu rosto uma versão
De um mundo melhor, de um beijo de mulher
De um cheiro de flor, de uma pausa pra esquecer
Como se eu boiasse nas águar pra olhar

Tantas palmas e os frutos, céu de tarde ao fundo
São mais de cem mulheres colhendo mais um, dois, três, quatro
Cinco mil cocos pra brindar com água à vida do povo daqui

 
Paulinho Belúcio: voz e violão náilon e percussão
Márcio Kadá: voz e teclado
Querô: guitarra e triângulo
Raul Belúcio: bandolim
Pedro Guinle: baixo
Pepa: bateria
Carla Camargo Brasil, César Menezes, Marcelo Mazzei, Marinho, Raquel Belúcio e Talita Rustichelli: coro
Gravação: Helinho Fogolin
 

Obs. Esta música está no 3º CD da Fábrica da Arte. Fiz a letra para a música do Rico. É uma homenagem a Cumuruxatiba, paraíso praiano do sul da Bahia, que tem 5.000 habitantes, onde o Rico mora. ELVIS DEAN E EU ESTAMOS TOCANDO ESTA MÚSICA NO SHOW "ISTO É SAMBA" (Abril 2011). Esta música e Menino da Areia são baiões, as duas únicas no repertório do show que não são "samba". Todas as outras são.

 
 
BAIXE TAMBÉM AS GRAVAÇÕES DOS ENSAIOS DO DUO PAULINHO BELÚCIO E ELVIS DEAN para os shows "ISTO É SAMBA", PELO SESC BIRIGUI (Abril 2011) e "De tudo um pouco". As gravações estão bem naturais, sem maquiagem!

Download gratuito. Divirta-se!
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As publicações de outros autores apresentadas nos shows foram objeto de recolhimento ao ECAD; as gravações publicadas, neste caso, não são profissionais (ensaios)
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Músicas registradas: Bibl. Nac. RJ;GRA;ISRC.

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