Letras

Nesta página estão as letras das músicas publicadas em http://www.belucio.com
Leia também as fichas técnicas das gravações e comentários sobre as canções.
Durante este mês ficarão disponíveis as músicas Cidade Noite, Qualquer Canto e Mensageiro dos Ventos.
Novas músicas, assim que gravadas, serão publicadas aqui.
 
 
QUALQUER CANTO
(Rico Belúcio/Paulinho Belúcio)

Um cheiro de pedra molhada
Um beijo sem dono e sem dor
Em qualquer canto minha morada
Em qualquer violão sempre é bom querer
Compor um canto, um conto, um santo
Enquanto o céu
Tiver brilhando azul

No meio de prédios e casas
No meio da gente cansada
Lembrar que a labuta é sagrada
Mas não devia machucar

Os dedos sempre, sempre vão tocar
As bocas sempre vão se abrir no ar

Paulinho Belúcio: voz e violão náilon
Rico Belúcio: violão aço
Márcio Kadá: baixo
Val Carvalho: percussão
Pepa: pratos
Gravação: Amadeu Soliani
 
Obs. O Rico fez esta melodia em l985, quando morávamos em São Paulo. Fiz a letra e ela ficou engavetada até a gravação do primeiro CD da Fábrica da Arte, em 1999. Com a banda, ficamos em 4º lugar numa edição do Festival Interunesp de Ilha Solteira. Tocamos esta música nos shows de divulgação do primeiro CD e depois a excluímos do repertório. Aproveito pra reeditá-la.
 
 
CIDADE NOITE
(Paulinho Belúcio)
 
Em minhas constantes andanças pelas ruas da cidade noite
Tento ver a complexidade e a simplicidade do que é ser forte
Realce do artificial com o tom natural da real madrugada
Não sei se a luz desse poste confunde ou clareia o que possa ser sorte
 
Só sei que as estrelas me dizem caladas o nada, tudo dessa vida
E as constelações, emoções, as mais puras razões pra curar a ferida
As cores do meu Carnaval com o seu alto astral podem ser a verdade
Estrela cadente, nuvem, vela e gente também se chamam felicidade
 
Paulinho Belúcio: voz e violão náilon
Márcio Kadá: violão aço
Raul Belúcio: baixo
Querô: gaita e percussão
Gravação: Helinho Fogolin
 
Obs. Esta música foi feita por volta de 1981. Naquela época Araçatuba era tranquila; com o violão a tiracolo eu voltava da casa de minha primeira parceira musical e amiga, Valéria Haddad. Ao chegar em casa escrevi a letra que me veio à mente durante a caminhada. Não quis inseri-la nos discos da Fábrica porque tinha a referência do arranjo grandiloquente que fizemos quando ganhamos o Festival do Colégio Objetivo em 1982, em Araçatuba, com um grupo maravilhoso de garotos e garotas adolescentes e sonhadores. Recentemente resolvemos inscrevê-la num festival - não foi classificada mas valeu pela gravação (2008 - não está nos discos da Fábrica da Arte). Alterei algumas palavras e fizemos um arranjo bem simples. Gostei do resultado.   
 
 
MENSAGEIRO DOS VENTOS
(Paulinho Belúcio)
 
 Os ventos da razão às vezes fazem som
Em velocidade, deslocando construções
Encher pulmões desse ar escasso, carece aproveitar
Já passa da hora, façam com as próprias mãos

O mundo quer um mundo nas luzes da cidade
E nas luzes das cabeças que procuram liberdade
Que procuram ventos raros da razão

Os ventos da prisão às vezes têm seu fim
Em muitas cidades, deslocando multidões
Limpar pulmões desse ar inútil é sempre um bom conselho
Qualquer minuto é hora, pisem com os próprios pés

O mundo quer um mundo nas luzes da cidade
E nas luzes das cabeças que procuram liberdade
Que procuram ventos raros da razão

Os ventos da palavra às vezes se articulam
Na boca de gente que a gente nunca viu
Ouvir a voz dessas pessoas dizer nossa questão
É mais que fazer vento, é fazer um furacão

O mundo quer um mundo nas luzes da cidade
E nas luzes das cabeças que procuram liberdade
Que procuram ventos raros da dicção
 
Paulinho Belúcio: voz e violão náilon
Marcelo Calixto: viola caipira
Márcio Kadá: teclados
Rico Belúcio: baixo
Pepa: bateria e percussão
Gravação: Makô
 

Obs. Esta música fez parte de uma fita "demo" que gravei nos anos 80, financiada pelo meu querido pai Paulo A. R. Nogueira. Foi escrita por volta de 1985. No segundo CD da Fábrica da Arte, de 2003, resolvemos gravá-la. Acho que a tocamos em apensas dois shows, consequentemente, a música tem poucos "fãs", mas fervorosos. Aproveito o ensejo pra reeditá-la.

Download gratuito. Divirta-se!
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Músicas registradas: Bibl. Nac. RJ;GRA;ISRC.

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