A gente luta, se desgasta, vive mal, até fome passa
Deixa uísque, bebe cachaça, arruma grana só na raça
Para comprar um violão que tenha um som doce de mel
E numa folha de papel as melodias para ti
Então preparo a serenata, pra ensaiar um dia se passa
Vou cantar não vejo graça, mais um gole na cachaça
Um dia eu canto, já está lindo e estou à janela indo
No auge da felicidade canto pra toda a cidade
E o melhor de tudo isso, sei que tu estás me ouvindo
E eu aqui já delirando, a janela vai se abrindo
Sim sempre linda, doce e meiga tu me amparas a noite inteira
E assim doce, linda e meiga me serves pão com manteiga
Desde menino sou pobre
Mas não nasceu quem me esnobe
Eu não me prendo a migalhas
Meu violão é das águas
Meu coração das sereias
Meus pés devotos da areia
Na casa de Mariazinha
Me cobraram compromisso
Não tenho nada com isso
Meu violão é das águas
Meu coração das sereias
Meus pés devotos da areia
Meu violão é das águas
As canções vão longe e voltam
Ruidosas quebram barreiras
Silenciosas encantam
Meu coração das sereias
Sabe que amar sem fronteiras
É como não ter amarras
Não ter sapatos que prendam
Meus pés devotos da areia
Depois de um bom descarrego
Vou à praia do sossego
Em noite de lua cheia
Meu violão é das águas
Meu coração das sereias
Meus pés devotos da areia
Tenda, tacape
Índia total
Fatal é flechar você
Tentar o escape do seu pé de rainha, minha sua confusão
De dunas tão enormes, de areia branquinha de paixão
É besteira
Brasileira é a malícia da sua cor de mel
Melar a boca
Nos beijos seus, ah índia, lubrifica a garganta
E eu canto com mais gosto a santa sacanagem do seu eu
Gen moreno, peço a Deus pelo sereno do chorinho seu
Tenda, tacape
Índia total
Fatal é flechar você
Não vai dizer de novo
Que eu sou um bobo por vigiar seu todo
O mundo tá cheio de lobos querendo roubar o meu verão
Sou de paz, mas brasileiro é o ciúme de todo rapaz
Gen moreno, peço a Deus pelo sereno do chorinho seu
Que besteira, brasileira é a malícia da sua cor de mel
Sou de paz, mas brasileiro é o ciúme de todo rapaz
Tentar, verdade, ficar de mal
Pra mim é impossível e fim
Obs. Esta música está no 3º CD da Fábrica da Arte. Fiz a letra para a música do Rico. É uma homenagem a Cumuruxatiba, paraíso praiano do sul da Bahia, que tem 5.000 habitantes, onde o Rico mora. ELVIS DEAN E EU ESTAMOS TOCANDO ESTA MÚSICA NO SHOW "ISTO É SAMBA" (Abril 2011). Esta música e Menino da Areia são baiões, as duas únicas no repertório do show que não são "samba". Todas as outras são.
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Músicas registradas: Bibl. Nac. RJ;GRA;ISRC.
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